Nesse final de semana assisti a peça DARK ROOM no Teatro Augusta em São Paulo. O texto inteligente e dramático de Mário Viana nos traz três personagens densos, raros e cheios de mistério. Uma drag queen aposentada, um jovem inseguro e uma garçonete de boate. O que eles teriam em comum?

A peça traz `a tona assuntos fundamentais e essenciais, daqueles que precisamos falar sobre. Intolerância, preconceito, respeito, violência, amor e desamor. O público se identifica com vários sentimentos e histórias dos personagens, que nos fazem rir algumas vezes com a mediocridade humana. Até onde o Ser humano pode ir? 

Eduardo Martini nos presenteia interpretando a drag queen Shirley. O ator transita entre o drama e a comédia, usando sua experiência em humor para nos fazer rir dos dramas, traumas e derrotas dos personagens (e nossas também!). Aquela típica sensação de rir para não chorar.

Adoro a direção de Aimar Labaki, quase cinematográfica, transformando algumas cenas em flashes, links, ligando presente e passado, causa e consequência; sempre sem julgamentos ou pré – conceitos. Tudo está ligado através do mesmo cenário, o quarto escuro, que assim como os personagens, é cheio de segredos e mistérios.

Ficha técnica

Texto: Mário Viana
Direção: Aimar Labaki
Elenco: Eduardo Martini, Patrícia Vilela e Murillo Carraro
Cenografia: Carlos Palma
Desenho de luz: Carlos Baldim
Trilha sonora: George Ese
Assistente de direção: Léo Oliveira
Programação visual: Emerson Brandt
Direção de palco: Juan Tellategui
Produção: Eduardo Martini

Serviço

Local: Teatro Augusta – Rua Augusta, 943 – Cerqueira Cesar – São Paulo
Dias: Sextas 21:30h e Domingos 21h
Temporada: Até 18 de dezembro de 2016
Duração: 60 min
Gênero: Comédia dramática 
Ingressos: R$ 50,00 (Inteira) e R$ 25,00 (Meia)
Classificação etária: 16 anos

Carina Sacchelli

"Sou atriz e produtora cultural. Criei esse espaço com a ideia de compartilhar minhas impressões e dicas sobre peças, filmes, livros e séries que vi e amei. Se você é apaixonado por acting como eu, aproveite e deleite-se. Afinal de contas, toda arte deve ser transformadora, propagada e compartilhada”. Carina Sacchelli.
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